Progresso e gramática.

Dois pescadores salvos ao largo da Costa do Varzim depois de barco de pesca artesanal ter afundado

Dois pescadores da Póvoa de Varzim foram salvos na noite desta segunda-feira, depois do barco onde seguiam ter afundado a duas milhas da costa, confirmou o capitão do porto local.

No Público.

Por ocasião do Euro 2004 a linha para Guimarães foi passada a via larga, electrificada e duplicada.

A própria CP não conhece a rede onde circula. Sugerido pelo Nuno O.

I’m from the smallest town in the world of, like, 30,000 people.

Justin Bieber.

Afinal a ignorância é mesmo sina dos norte-americanos, e não apenas dos estado-unidenses.

Em Mirando do Douro, no Minho, houve um ressurgimento da música popular. O povo era muito envergonhado, dizia que essas coisas eram parolas, mas, de um momento para o outro, a malta começou a gostar e a tocar gaitas de foles.

No Público. Segundo me dizem, esta jornalista escreveu um texto sofrível e acha que a terra se chama Mirando do Douro e que esta se situa no Minho (a lembrar o saudoso e algo extenso texto no Público sobre o mirandês que o localizava em Miranda do Corvo).

Agora, a população diz que vai a Tuy, em Espanha, logo ali ao lado e onde dizem que são recebidos a qualquer hora e sem sequer pagar taxas moderadoras. Agradecidos, hastearam bandeiras espanholas na vila e dizem que só voltam a ser portugueses quando reabrir o serviço nocturno do SAP. Eu, que dou ao meu país 60% do que ganho a trabalhar, em impostos directos e indirectos, tenho um recado para os de Valença: por favor, continuem espanhóis.

Miguel Sousa Tavares, no Expresso.

Tenho lido artigos inteiros que omitem Espanha numa questão que, de facto não a envolve (tirando a sua bandeira). Os valencianos, com o fecho do SAP do seu Centro de Sáude, começaram a recorrer aos serviços do Centro de Saúde de Tui, geridos pela Sergas (Serviço Galego de Saúde). Nesta questão não entra a Espanha, tirando as bandeiras hasteadas para o protesto.

Miguel Sousa Tavares decide falar em Espanha para referir Tui, o que, só por si, não mereceria a minha atenção. Mas refere-se ao nome dado pelos espanhóis à terra, sem qualquer valor real atual e aparecendo em pouco mais do que a Wikipedia em castelhano. Para qualquer serviço de Madrid o nome agora é Tui, sem mais. Um exemplo. Por Portugal, por preguiça ou apenas por falta de vontade de reconhecer que existem populações do Reino de España que não têm o castelhano como língua nativa, insiste-se no erro. Como no horário das ligações internacionais a Vigo, da CP.

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Ou então: Jantar no Feminino

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Ou então: Esta biblioteca não vale um piço.

Tem um ar franzino, cabelos e barba alourados e olhos claros. Herdou o sobrenome de um avô da “Galicia” (como diz, sem reparar que pronuncia o nome da região em galego), o que lhe confere um certo ar internacional, mas é português, ninguém faça confusão. “O meu avô era espanhol da Galicia, conheceu a minha avó e casaram. Mas a partir dessa geração somos todos cá do Porto.”

(reportagem na Pública sobre Ricardo Andrez, estilista portuense)

Adoro quando alguém se orgulha do seu apelido ‘espanhol’ oriundo da Galiza. Enquanto que por lá há González a migrarem os seus nomes para Gonçalves (ou para um intermédio Gonçales), há portugueses que mostram com brio o seu apelido galego-português castelhanizado.

Continuando pelo artigo, ‘Galicia’ não é “o nome da região em galego” mas sim o nome em castelhano. No ‘galego oficial’, regido pela Real Academia Galega, ‘Galiza’ não existe, assim como não existe ‘passeio’ nem ‘aldeia’. Quando uma palavra claramente galego-portuguesa não existe na norma oficial, ela é substituída por um neologismo ou por um castelhanismo. Como é o caso de ‘Galicia’.

Aqui outro jornalista cometia o mesmo erro, quando dizia que “com os quais recolhem os meixões (angulas, em galego)”. Angula significa meixão em castelhano; em galego oficial, a palavra a utilizar deverá ser ‘meixón’, como mostra a wikipedia galega.