Progresso e gramática.

Miguel:

Estou sete quilos mais magro. Mas pronto, a parte boa disto é que estou mais definido.

EDP:

Não precisamos de parecer verdes porque já o somos.

Existe um termo anglófono para isto – como é que era?, ainda agora o tinha debaixo da língua, ehpá – ah, já sei: greenwashing. Podem chamar-lhe ecobranqueamento.

A EDP é uma empresa produtora de energia elétrica, ok? Não é uma empresa verde. É uma empresa produtora de energia elétrica. Pode é tornar-se ‘mais verde’, mas continuando a ser uma empresa produtora de energia elétrica. Nem sei se há empresas verdes.

Vou dar apenas um exemplo do que irá acontecer, nas barragens em construção do PNB adjudicadas à EDP: destruição de galerias ripícolas. Sabem o que é? Não é verde, garanto-vos.

Motociclista morre em desposte em Vila Nova de Anha

“Circulava na antiga estrada nacional e terá perdido o controlo da motorizada. Despistou-se e acabou por embater num poste”, explicou fonte da GNR.

No JN. Claro que não ajuda que tenha sido Rui Rio uma das primeiras pessoas a acudir ao sinistrado, mas, what the fuck, senhores jornalistas portugueses? Isto é trabalho de estagiários de agosto ou é piada ou é o quê? Desposte de um motociclista que morreu contra um poste?

Como não têm de fazer compras de loja em loja poupam tempo. E dinheiro.

(publicidade ao Continente, omnipresente por estes dias)

Vejamos o meu exemplo. Faço parte das minhas compras na Póvoa, onde circulo apenas de bicicleta. Acabo por ir muito ao Modelo ou ao Feira Nova por causa dos preços, mas tento comprar o que puder no comércio tradicional. Sempre que vou a uma grande superfície tenho de sair do núcleo urbano, uma deslocação que para além de mais perigosa para quem circula de bicla é também deslocada do centro. Ando mais para lá chegar e não gasto dinheiro. Porque vou de bicla. Assim como não gasto dinheiro quando vou ao comércio tradicional.

Senhores da Sonae, nem todo o mundo anda de carro.

Pelas 15.50 horas de terça-feira, António Cardoso Moreira estava no café Ofir, no Porto, a registar o totoloto. Pouco depois, passou por lá ao volante de uma bomba desgovernada, ruas do Covelo e de Pedro Ivo abaixo, deixando um rasto de destroços. Não houve tragédia por milagre.

No JN.

Ontem, de madrugada, Joaquim Almeida acordou sobressaltado com o tecto a cair-lhe em cima. A mulher só escapou, porque se tinha levantado para passar a ferro.

Tão bem escrito, tão feliz a combinação de prosa inatacável com uma assim romântica cena de cama. No JN.

Viaje sem parar

Este é o título de um desdobrável que caiu nas caixas de correio de muitos dos habitantes do Norte Litoral, a área abrangida pelas SCUT (autoestradas Sem Custo para o UTilizador, que deixaram de o ser há uns meses). A responsabilidade da campanha é, salvo erro, da Estradas de Portugal, da Ascendi e da Norscut.

O ridículo da frase fala por si. Estas eram autoestradas sem portagem, por isso ninguém parava para pagar porque não eram pagas. Agora continua sem se parar para pagar porque não existem praças de portagem. A cobrança é eletrónica, para quem tem Via Verde, DEM ou nada.

Ou seja, nunca ninguém parou ou para para pagar. Gostava de conhecer quem lhes vendeu este slogan.

A minha mulher vinha a 50 quilómetros/hora.

Tantos acidentes neste país, e tanta gente a circular *exatamente* a 50 km/h.

Trato a minha formação e recuperação de lesões muito a sério e nunca iria beber e dançar numa discoteca sem muletas

O troblogdita tem mais olho que eu, está visto. Como é que tamanha pérola me passou ao lado. Já agora, adoro o Ronaldo. Gostava que ele falasse mais e jogasse menos. As jogadas distraem-me.

EXISTE UM PLACAR ENORME NA TROFA EM QUE DIZ, (O METRO ESTÁ A CHEGAR, HÁ TROFA) EU PERGUNTO QUAL TROFA, QUAL O PERCURSO DA SUA CHEGADA, JÁ CHEGOU, QUAL A RUA EM QUE CHEGOU O METRO??? É VERGONHOSO

João Tiago. Digo que detesto caixas de comentários mas estou sempre lá metido. É como o facebook. Pior.

Portugal é brutaaaal!

Sente o coração a bater. Encontra a luz dentro de ti. Lembra-te de que és um lusitano. Luz… itano: tu és luz. Entrega-te à luz.

Às vezes queixamo-nos dos políticos [...] O português gosta de qualidade de vida e isso nunca ninguém nos vai tirar. [...] Vivemos num paraíso, num país pacífico, onde podemos comer o nosso prato preferido.

Sou um futuro nomeado ao prémio Nobel da Paz.

Daniel Sá Nogueira, o novo guru português do desenvolvimento pessoal.

Não houve feridos, ninguém foi parar ao hospital, mas sete gatos morreram torrados pelas chamas e um T3 ficou destruído. Foi ontem à tarde, num prédio de nove andares no centro de Matosinhos, e provocou certo alvoroço.

No JN, por dica do O.

Junta a sede à vontade de ver

(campanha que junta a Sagres à Zon no apoio ao campeonato nacional de futebol)

Como acabei de ouvir de um camarada do Texas, ‘só se fosse uma bebida que tirasse a sede e curasse a cegueira’. Mas não é. São as campanhas amanhadas pelas eternas companhias de Lisboa. Desde que a direção de marketing da Super Bock passou para Lx que deixei de acreditar.

Trata-se de um investimento de 20,6 milhões de euros, inserido no vasto programa de despoluição do rio Ave. “Só encontra paralelo na região de Lisboa e Vale do Ave”, acrescenta, ao JN, Dulce Pássaro.

Presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, diz que deve tratar-se de “um equívoco do Ministério do Ambiente”, porque a habitação clandestina “ajuda a preservar” a serra.

No JN.

Acho estranho, que haja cidadãos nacionais ou estrangeiros, que se opoem à construção de pontes.Aconselhos a lerem o livro do autor americano Alex Aldous, um dos prémios Nobel do século passado, que no seu livro “Admirável Mundo Novo”, disserta sobre a correcta e sustentável evolução.No seu texto aparece uma frase, que permanente me faz lutar por viver: “Constroi pontes, nunca construas muros…”.Aliás nesta incorrecta política mundial, onde depois de se ter destruído o Muro de Berlim, agora constróem-se muros entre Israel e a Palestina, para não falar dos muros dos condomínios fechados, dos bairros periféricos onde se estigmatizam os mais carenciados.Continuemos a destruir os muros, e construir pontes para darmos as mãos.

Brilhante resolução do dilema ‘construir pontes ou destruir muros’, por Edérito Augusto Pêra Lopes numa qualquer caixa de comentários.

Utentes da A24 dão palpites sobre acidente fatal

Muitos automobilistas que ontem, quarta-feira, circulavam na A24, entre Lamego e Régua, não conseguiam resistir à tentação de conhecer o local onde Carina Ferreira se despistou e morreu. E onde o cadáver ficou 37 dias à espera de ser resgatado.

No final da “vistoria”, eram mais as dúvidas do que as certezas sobre a forma como o despiste do Peugeot 106 ocorreu.

“Nem o ‘Kit’ da série o Justiceiro (com Knight Rider) conseguia fazer o que dizem que o carro da rapariga fez”, asseverava peremptório Ricardo Osório.

Manuel Santos, outro automobilista intrigado com o despiste do veículo, jurava a pés juntos que não era possível acontecer o que dizem que aconteceu.

“Ao subir o talude com 7,5 metros, o carro tombava logo. Não há hipótese. Muito menos provável é que tenha ainda galgado a rede e feito um voo rasante de 70 a 80 metros antes de tombar no fundo da ravina com mais de 30 metros de fundo. Só vendo”, protestava convicto. António Dias Lopes, por sua vez, diz que a “estória” da morte de Carina “está mal contada”. E vai mais longe. “Se eu fosse família dela, havia de gastar até ao último cêntimo para esclarecer bem o que aqui aconteceu”.

Como é que o Peugeot 106 vermelho foi então parar ao fundo da ravina”. Manuel Santos tem uma teoria: “Uma grua com um pirilampo, na calada da noite, punha ali o carro sem grandes problemas e sem levantar suspeitas”.

No JN.

Não estamos a impôr nada. Nós decidimos que Deus quer isto de nós e é isto que fazemos. Se o meu pai quiser, também, que eu vá ao supermercado comprar não sei o quê eu também vou. Dá-me dinheiro e eu vou.

Manifestante antiaborto à porta da Clínica dos Arcos, em Lisboa.

Na faixa ocidental atlântica do País, não existe qualquer prática alimentar associada. Mas em Trás-os-Montes e nas Beiras as «Maias» estão associadas às castanhas, que muita gente guarda de propósito para esta data. Segundo Jorge Lage, no 1º de Maio devem-se comer castanhas. Caso contrário, ao passar-se por um burro, este atira-se à pessoa e morde-a.

Encontrado aqui. Obrigado.

“É na zona do antigo canal ferroviário”, adianta Marco Aurélio, lembrando que dentro da Quimiparque o traçado coincidirá também com as linhas-férreas do antigamente.

No JN.