Progresso e gramática.

No JN.

A Câmara de Torres Vedras anunciou, esta quinta-feira, Dia Europeu sem Carros, que reduziu para 30 km/hora a velocidade rodoviária junto às escolas da cidade, para incentivar a circulação de bicicletas ou a pé pelos cidadãos.

“Reduzimos a velocidade para 30 quilómetros em zonas de grande circulação automóvel e de pessoas por se localizarem junto a escolas e para dar maior segurança às pessoas”, afirmou à agência Lusa o vice-presidente da câmara, Carlos Bernardes.

A autarquia acaba de criar um primeiro circuito para bicicletas, dentro da cidade que, durante o percurso entre as escolas secundárias São Gonçalo e Henriques Nogueira, na maior parte do trajecto é coincidente com a via de circulação rodoviária ou com passeios.

“A câmara não criou um espaço específico para a ciclovia, mas sem grandes investimentos fez coincidi-la com as vias de circulação automóvel ou de peões, onde há passeios com mais de dois metros de largura”, explicou o autarca.

Medidas de baixo custo com máximo retorno? Olhem para Torres Vedras. E para Lisboa, já agora:

Sete bairros da capital, entretanto, vão passar a ser zonas 30, isto é, área onde a velocidade máxima de circulação será de 30 quilómetros por hora. O conceito já existe noutras cidades europeias. Em Lisboa foi experimentado, até agora, apenas no Bairro Azul (perto do El Corte Inglés), mas de forma incompleta. “Não estamos a falar só de sinais de trânsito”, explica o vereador Nunes da Silva. “Isso seria lançar poeira para os olhos. Vamos estreitar as faixas de rodagem, apertar as curvas, sobreelevar as passadeiras, arrumar o estacionamento e deixar espaços para jardins”.

(negrito meu)