Progresso e gramática.

No Público:

Vouga até tem procura assinalável, registando 610 mil passageiros por ano. Representam 73% do total de passageiros que vão fi car sem comboio devido ao encerramento de linhas

Eu fiz as contas. São 413 mil pessoas nos concelhos servidos pela Linha do Vouga. Ou seja, 413 mil pessoas que, por birra, não querem andar de comboio. Esqueçam transbordos ridículos, velocidades da idade da pedra, horários do arco-da-velha, composições desconfortáveis. É óbvio que as gentes do Vouga têm a mania que são finos.

Já agora, bestial a série de artigos que o Carlos Cipriano tem publicado no Público sobre os ecos do PET. Os meus parabéns.

No Público:

O mapa é fraquinho e com erros mas a má-vontade do Governo é a toda a prova. Lá se foi a Linha do Vouga e a Linha do Oeste.

No Diário de Aveiro, mas também em vídeo.

Governo aposta em ferrovia entre Aveiro e Salamanca

Ministro defendeu a construção de linhas ferroviárias rápidas de passageiros e de mercadorias de Aveiro a Salamanca e de Sines a Madrid

O ministro da Economia e Emprego, Álvaro Santos Pereira, defendeu segunda-feira à noite a construção de linhas ferroviárias rápidas de passageiros e de mercadorias de Aveiro a Salamanca e de Sines a Madrid, aproveitando os portos existentes nas duas localidades portuguesas. O anúncio foi feito durante o programa “Prós e Contras”, na RTP 1, onde revelou que o Plano Estratégico dos Transportes vai ser apresentado ainda esta semana.

O governante disse que a aposta do Governo PSD/CDS passa pelos portos e pela bitola europeia, defendendo linhas de comboios para passageiros e mercadorias entre Aveiro e Salamanca e entre Sines e Madrid.

Reparem no vídeo da SicNotícias que ‘Caia‘ é um ponto dentro de Estado espanhol e que Irun, em vez de ser uma localidade basca na fronteira com a França, se localiza em Santander. Esperemos que o Governo tenha mais tino. A verdade é que o Ministro diz ‘linha nova’ mas também diz ‘ligação a Espanha através da Linha da Beira Alta‘, linha essa que já devia ser o grande canal de escoamento das exportações portuguesas.

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A Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica está a coordenar uma iniciativa que visa plantar 100 mil árvores autóctones na área metropolitana do Porto, entre 2011 – Ano Internacional da Floresta – e 2015.

Em comunicado, a escola portuense informa que se trata “de um esforço conjunto de várias organizações e cidadãos, que tem como objectivo melhorar a qualidade de vida dos habitantes da área netropolitana do Porto, através do enriquecimento da biodiversidade, da captação de carbono e da protecção dos solos”.

Carvalhos, sobreiros, amieiros, castanheiros, freixos, loureiros, medronheiros e pinheiros-mansos são algumas das espécies que serão plantadas. Objectivo: criar ou proteger bosques metropolitanos.

As árvores vão começar a ser plantadas em Outubro, em Santo Tirso, S. João da Madeira, Maia, Valongo, Gondomar, Arouca e Trofa. O projecto prevê ainda que as árvores plantadas sejam acompanhadas durante 5 anos.

A iniciativa nasceu no contexto do Centro Regional de Excelência em Educação para o Desenvolvimento Sustentável da Área Metropolitana do Porto.

No Porto 24. O projeto original, aqui.

Uma automotora composta por duas carruagens descarrilou, esta quarta-feira de madrugada, na linha do Vouga, sem fazer feridos, informou fonte da Rede Ferroviária Nacional.

Em virtude deste descarrilamento a linha encontra-se interrompida. “É necessário uma grua de grande capacidade para colocar novamente a automotora em cima dos carris e essa grua só deverá chegar ao local do acidente por volta das 14 horas”, disse José Santos Lopes, que estima que a linha não seja reaberta antes do meio da tarde.

Já aconteceu há algum tempo, mas seria sempre noticiável. No JN.

O Ramal de Cáceres (entre Torre das Vargens e Marvão), o troço Beja-Ourique e a Linha do Vouga entre Albergaria-a-Velha e Águeda são algumas das vias-férreas que podem fechar para poupar custos de exploração à Refer.

No Público.

Nunca passou pela cabeça de Almerindo Marques fechar estradas por falta de trânsito, nem pela cabeça de algum governante fechar autoestradas que nunca atingiram (nem nunca atingirão) o tráfego médio diário esperado. Mas para quem manda é normal fechar linhas de caminho-de-ferro com menos utilização porque a empresa de Lisboa que as gere dá prejuízo. Isto é um raciocínio que nunca compreenderei.

Chega urbano do Porto às 7.44 mas partiu um regional às 7.42

Chega urbano do Porto às 8.44 mas partiu um regional às 8.33

Chega urbano do Porto às 10.44 e parte um regional às 10.45 (!!!)

Chega urbano do Porto às 13.12 mas partiu um regional às 13.10 (!!!!)

Chega urbano do Porto às 14.44 e parte um regional às 14.45 (!!!)

Chega urbano do Porto às 20.12 e parte um regional às… 20.12 (!!!)

Já se sabe, a Cp não consegue fazer coisas bem feitas. Quando parece consegui-lo, acaba por dar para o torto por outro lado.

Recolhido pelo tovarich Nuno, que quis ir de Guimarães a Águeda comprar uma bicicleta. No ComboiosXXI.

A procura de passageiros na linha do Vouga, no troço entre Aveiro e Sernada do Vouga, aumentou 13% entre Outubro e Dezembro do ano passado, segundo informação da CP depois de terem sido introduzidos novos horários. Estes foram adaptados aos alunos das escolas secundárias e aos trabalhadores das empresas da região aguedense. As ligações diárias passaram de três para onze entre Águeda e Sernada do Vouga e de 10 para 11 entre Águeda e Aveiro.

Aumenta-se e melhora-se a oferta, aumentam os clientes. No JN.

* A melhor notícia para o Norte ferroviário desde o Euro 2004 acabou de chegar (e isto esquecendo delírios de Altas Velocidades ou novas redes de metro) – já há projeto para a renovação do troço da Linha do Norte entre Ovar e Gaia. Há quadruplicação da linha entre Ovar e Silvalde (Espinho), mudança de localização e requalificação de algumas estações, eliminação de todas as passagens de nível e substituição da superestrutura da via, fortemente danificada por décadas de desinvestimento. As condicionantes ambientais que terão cancelado a aprovação do mesmo projeto em 1996 parecem ultrapassadas, e o avanço da obra fica dependente da vontade ministerial. Espera-se que venha a tempo de evitar potenciais tragédias.

* A mesma Cp que já não vai comprar comboios novos é a empresa pública com mais cargos de chefia por trabalhador (1/16), seguida, no terceiro lugar, pela Refer (1/22).

* Carlos Cipriano, representando a Gazeta das Caldas, entrevistou José Benoliel, presidente da já citada Cp. Uma coisa é a falta de fundos, flagrante nos casos da Cp e da Refer; outra coisa é o constante baixar-de-braços dos representantes destas empresas quando à luta com os carros pelo transporte de passageiros. Um exemplo:

Quando, por exemplo, o tempo de deslocação entre Lisboa e Torres Vedras de carro é de 30 minutos e o comboio demora o dobro do tempo, mesmo comparando com o autocarro que demora cerca de 45 minutos, dificilmente o upgrade no conforto se traduz numa maior captação de clientes que justifique o investimento. Hoje em dia, numa cidade como Torres Vedras que já apresenta um fluxo pendular significativo sobre Lisboa, os clientes do transporte público exigem tempo de deslocação baixo e frequência. De que adiantará melhorar o conforto se não é possível oferecer simultaneamente baixos tempo de deslocação e frequência de serviço?

Eu diria, com dirigentes tão amestrados, como é que o Estado vai querer apostar na ferrovia? Mas continua. Carlos Cipriano põe, com brio profissional, o dedo na ferida:

Gazeta das Caldas – Por que motivo a linha está partida ao meio, com transbordos nas Caldas, em vez de se considerar todo o eixo Oeste como um só corredor ferroviário que una Lisboa a Coimbra através de Torres Vedras, Caldas, Marinha Grande e Leiria? Não são cidades com mercado potencial interessante a rebaterem sobre Lisboa e Coimbra?

JB – Caldas da Rainha marca uma fronteira muito clara sob o ponto de vista da procura, em que existe uma redução muito acentuada do troço a Norte quando comparado com o troço a Sul. Esta separação é também visível pela oferta de comboios que também é mais reduzida entre Caldas da Rainha e Figueira da Foz.

Já a descontinuidade do serviço entre a norte e sul é essencialmente teórica. Na maior parte dos casos é a mesma automotora que efectua o serviço de continuidade correspondendo o tempo de paragem nas Caldas da Rainha a uma paragem técnica para assegurar as correspondências e cruzamentos.

Gazeta das Caldas – Desculpe interromper, mas isso não é, de todo, verdade. Só há um único caso em que isso acontece. E é essa mudança de automotora que as pessoas não entendem e desencoraja o uso do modo ferroviário.

E a partir daqui José Benoliel perde-se em justificações técnicas que não justificam nada. Como o jornalista já dissera numa reportagem anterior, troca-se “de uma automotora para outra completamente igual.”, com transbordos que podem demorar demorar “entre 10 a 50 minutos”.

* A tutela, na figura de Ana Paula Vitorino, prometeu a abertura da totalidade da Linha de Leixões ao tráfego de passageiros durante o último trimestre de 2010. Trimestre no qual acabámos de entrar, sem obras à vista. A construção de novos apeadeiros na linha em funcionamento, também prometida, continua por concretizar.

* A desativação da Central de Comando da Régua, que regia o funcionamento das linhas de via estreita do Douro (fechadas recentemente ‘para obras’), é mais um prego no caixão das referidas vias. Se a vontade inicial de as fechar foi encapotada pelas alegadas obras urgentes, a crise económica serve agora para cortar quaisquer veleidades para o transporte ferroviário para a região.

* Honório Novo inquiriu o Governo sobre a falada interrupção da modernização da Linha do Douro, nomeadamente na eletrificação entre Caíde e o Marco. O Governo respondeu que é mesmo verdade. Modernização para as calendas, que é como quem diz, modernização pró galheiro.

* O Ramal de Aveiro, troço sul da agora chamada Linha do Vouga, ganhou vitalidade com o reforço das ligações entre Aveiro e Águeda e o prolongamento de mais ligações para a Sernada do Vouga, a norte de Águeda. Notícia, notícia e notícia. Há pouco tempo percorri parte do percurso desta linha e fiquei maravilhado com a beleza da integração: a linha segue paralela à nacional, percorrendo o vale do Vouga em harmonia e unindo os aglomerados populacionais da região. Uma via de proximidade, com toda a legitimidade.

tinha nos meus arquivos uma notícia que referia o abandono de semelhante projeto por parte da Câmara de São João da Madeira. infelizmente não tenho conta no Público e o que sobrou da notícia foi isto

* Entre tantas outras perdas justificadas pela crise, o projeto de modernização da Linha do Douro sofreu mais um revés com a anulação do concurso de eletrificação entre Caíde e o Marco de Canaveses, que permitiria o fim do transbordo em Caíde. Já com expropriações feitas e casas demolidas. No Marco fala-se de negócios que não avançam pelo adiamento da modernização da ferrovia, fala-se de uma empresa que tem 50 camiões a circular todos os dias cujas mercadorias poderiam circular por comboio, fala-se de uma plataforma logística e de um terminal rodoviário que não avançam. Reais ou imaginários, estes investimentos ficam definitivamente no papel sem o investimento público de renovação da linha.

O que não avança mesmo, mas mesmo mesmo mesmo, é a prometida ‘modernização’ / reabertura das linhas de via estreita do Douro (Tâmega, Corgo e Tua) e da linha entre a Pampilhosa da Serra e a Figueira da Foz. A única obra que realmente avançou foi a retirada de carris nas Linhas do Tâmega e do Corgo. Irónica decisão esta, de se fechar uma linha para renovação e a única obra que avança é a retirada de carris. Irónica. Entre a Covilhã e a Guarda também a linha fechou, em 2009. Estima-se a reabertura para 2012, mas aparentemente os trabalhos acontecem “espaçados”.

A única real novidade poderá ser a introdução de comboios alugados à Renfe. À falta de melhor, resta-nos o ar condicionado.

* Mais concretamente no Tua, os amigos da MCLT noticiam a vontade de um grupo de personalidades em classificar “a Linha Ferroviária do Tua como Património de Interesse Nacional“, e a vontade do Bloco de Esquerda em travar a barragem do Tua, salvaguardando assim a manutenção da via férrea. O ministro das Obras Públicas (e etc.), António Mendonça, numa manobra inédita de malabarismo, faltou à reunião marcada por ele próprio no Parlamento, a pedido do PEV, fazendo-se representar por figuras menores do ministério e do partido. Acabou a vergonha, parece-me.

A EDP segue o mesmo caminho de, impunemente, fugir às suas responsabilidades. Que no caso da Linha do Tua a obrigavam a repor a circulação ferroviária após a conclusão da barragem. Como a barragem destruiria o troço inicial da linha, a alternativa seria sempre a de construir uma linha nova (16 kms), em túnel ou não. O preço estimado, entre 130 e os 140 milhões de euros, é segundo a EDP “muito desproporcionado face aos benefícios expectáveis“. De repente, a EDP passou de empresa responsável pela construção de uma barragem a ‘interpretadora’ de cadernos de encargos. Onde se lia ‘obrigação’, a EDP leu ‘possibilidade’. Espero que os tribunais ajam em conformidade.

Para rematar o teatro de horrores, falam de autocarros e barcos para substituir o comboio. Eu sugeriria também zepelins e motos-quatro.

*O plano de investimentos da Refer para 2010, que começou por ser considerado um dos mais avultados dos últimos anos, acabou por passar dos 800 milhões previstos para 200 milhões. Para além das obras já em curso (entre Bombel e Évora, e as variantes de Alcácer do Sal e da Trofa), pouco mais será feito, e grandes projetos como a renovação da Linha do Douro até à Régua (já referido anteriormente), da Linha de Cascais e do Oeste, ficam adiados.

* Descubro via A Nossa Terrinha a intenção gorada da Refer em reconstruir um troço desativado entre Setil e Rio Maior, e a construção de um troço novo entre esta e as Caldas da Rainha, conseguindo assim uma ligação entre a Linha do Norte e a Linha do Oeste. Esta não é certamente uma obra prioritária. Se bem que é importante ligar as Linhas do Norte e do Oeste com corredores este-oeste, mais importante ainda é a renovação da referida Linha do Oeste. Essa sim é a obra importante para a região, e é nessa que deve centrar-se a energia reivindicativa.

* António Alves, com inusitada sageza, demonstra tintim-por-tintim o que devemos exigir ao Governo caso as SCUT do Norte sejam realmente portajadas:

1: Renovação e electrificação da Linha do Minho até Viana; numa segunda fase até Valença já que não vai haver nova linha de ligação à Galiza;

2: Quadruplicação imediata da via entre Ermesinde e Contumil;

3: Recuperação efectiva da Linha de Leixões para o tráfego de passageiros de modo a ser possível efectuar comboios de Campanhã a Leixões; construção de interfaces desta via com o Metro do Porto (de Leixões a Campanhã existem 6 pontos de contacto entre os dois sistemas); início do processo para projecto que prolongue esta via até Leça da Palmeira e a ligue ao Aeroporto;

4: Renovação imediata do troço da Linha do Norte entre Ovar e Vila Nova de Gaia, aquele que apesar de ser um dos de maior intensidade de tráfego se encontra em condições de exploração e segurança verdadeiramente terceiro-mundistas;

5: Renovação da Linha do Vouga e sua integração no sistema da CP Porto;

6: Renovação da Linha do Douro até Barca D’Alva e reactivação da ligação a Vila Real; a electrificação até à Régua deve avançar imediatamente;

7: Renovação imediata da encerrada Linha do Tâmega e sua integração no sistema da CP Porto;

8: Desnivelamento das passagens para peões nas estações da Linha de Metro Senhora da Hora – Póvoa para ser possível aumentar a velocidade de passagem das composições sem paragem (Expressos) e consequentemente diminuir o tempo de percurso;

9: Prolongar a Linha Trindade-Póvoa até Esposende e transformá-la definitivamente num sistema tram-train suburbano; recuperar a antiga ligação Póvoa-Famalicão que faz parte deste sistema;

10:Construir uma ligação ferroviária entre Barcelos, Braga e Guimarães;

11: Renovação e reabertura imediata da Linha do Tua.

Eu não o escreveria melhor.

* Se a notícia é boa (eliminação da totalidade das passagens de nível no concelho de Viana do Castelo), a formulação é atroz:

Viana do Castelo vai ser o primeiro município do país sem passagens de nível

Assim, de repente, vou enunciar três concelhos no país sem passagens de nível: Melgaço, Bragança, Castro Daire.

* Notícia super-antiga, eu sei, mas aqui fica a nota da abertura do porto de Aveiro ao transporte ferroviário. Em via única (normal), ainda sem eletrificação (naquela), e com travessas polivalentes (altamente). Para quem não sabe como funcionam as travessas polivalentes (como eu próprio há um mês atrás), eu explico. A nossa bitola ibérica, de 1668 mm (de distância entre carris), é incompatível com a bitola padrão, de 1435 mm. Se/quando mudarmos a nossa bitola para a bitola mais vulgar na Europa, permitindo que um vagão proveniente de um porto português possa seguir ligeirinho, sem transbordos, para a Polónia (Biedronka??), a tarefa estará simplificada pela existência de travessas polivalentes na rede portuguesa. Estas travessas foram utilizadas na obra do Porto de Aveiro (foto e foto), e consistem no que os especialistas apelidam de ‘travessas de dupla fixação‘. Agora servem os comboios nacionais, que circulam com os eixos de 1668 mm; se/quando algum dia a bitola de toda a rede mudar, basta soltar os carris e prendê-los à distância de 1435 mm. Os furos já lá estão. Portanto, kudos (excecionalmente) para a Refer por uma obra útil, e por a ter construído de forma inteligente. Esperemos que a eletrificação não demore muito. A CP Carga já lá opera com quatro composições diárias, esperando aumentar a circulação para seis em 2011.

Continuando pela CP Carga, quando a notícia é uma transcrição de um comunicado de imprensa, o negócio corre bem; quando os jornalistas fazem o seu trabalho, conclui-se que a “CP Carga já está em falência técnica“. 12 milhões em salários em menos de um ano, 14 milhões de prejuízo. Soa familiar?

* A Takargo, a única empresa privada a operar em Portugal no transporte ferroviário de mercadorias, aparenta bastante mais vitalidade que a sua congénere. Começou a 5 de Abril a transportar madeira de Lugo para uma fábrica de celulose na Figueira da Foz. A Takargo poderá, um dia, ser uma empresa de sucesso – isto se a CP Carga deixar.

* Jorge Fão, deputado eleito por Viana do Castelo, inquiriu o Governo sobre o andamento da ligação ferroviária ao porto, ainda no papel. A obra é mínima, e tem todo o sentido.viana

* No Alentejo, o Governo insiste em construir uma ferrovia nova entre Sines e Elvas onde já existe, em grande parte, via férrea (como referido anteriormente). Os presidentes das Câmaras locais ainda não perderam a esperança da reutilização do Ramal das Ermidas, entre Ermidas e Sines.

* O novo Secretário de Estado dos Transportes acerta em todas de uma só tacada (tirando, obviamente, a insistência na Alta Velocidade). O que conseguirá fazer em quatro anos?

* Mais um país a dar o necessário passo em frente linguístico – a Moldávia. Por alturas da independência, viram-se forçados, senão a forjar uma identidade nacional no seu todo, pelo menos a fazê-lo no lado linguístico. Para o efeito criaram uma língua nacional, o moldavo, radicalmente separada do romeno pela violência de uma fronteira. Os anos e as pessoas esclarecidas vieram a provar o ridículo desta opção, que chegou ao cúmulo de se ter inventado um dicionário romeno-moldavo, rapidamente esquecido por todos (bizarria semelhante aconteceu deste lado do mundo, por incrível que pareça). Agora todos parecem ter percebido o grau do erro e o moldavo vai deixar de existir. Paz à sua alma. Apenas romeno a partir de agora.

Mais no PGL.

* Não se cura uma coisa parva fazendo uma coisa ainda mais parva. Eu defenderia a demolição do Coutinho se esta fosse grátis e sem custos ambientais. Foi um erro construí-lo e está exatamente no meio do centro histórico de Viana do Castelo. Agora o estádio de Aveiro, estrutura moderníssima e recente? Deus meu, quanta falta de juízo.

*

Câmara de Braga incentiva utilização do comboio

Esta só não a ponho no Título do Ano para não sujar essa categoria com politicazinha local. Eu gostava que a Câmara Municipal de Braga se preocupasse com os comboios, mas tudo me leva a crer do contrário. É a capital dos atropelamentos, lembram-se?

* E por hoje chega. Continuo por aqui e aqui. Boa noite.