Progresso e gramática.

No Faro de Vigo, via CXXI:

El interés en mejorar el servicio ferroviario con Portugal se plasmó en el pleno de Tui. Por unanimidad de toda la corporación se aprobó una moción del BNG en la que pide una reunión urgente con Renfe para pedir en la estación de Tui (con tres turnos de servicio) la mejora de horarios y mayor frecuencia de trenes, especialmente en horario de mañana. Solicita que se implante un servicio vertebrador que permita la comunicación directa desde Oporto (Portugal) hasta A Coruña, además de que se realicen las gestiones oportunas para mejorar el servicio.

Laureano Alonso, portavoz del BNG realizó la exposición, interviniendo finalmente el alcalde Moisés Rodríguez (PP) explicando que “es lógico que apoyemos estas peticiones, pues yo como alcalde de Tui y el presidente de la Cámara Municipal de Valença, Jorge Mendes, defendemos la comunicación ferroviaria entre Oporto y Vigo. Conseguimos que no se suprimiese la línea, pero ha de mejorar para que sea rentable”. Anunció que ayer tenía prevista una reunión con Comboios de Portugal para tratar esta reivindicación.

No JN.

A CP vai continuar a assegurar a ligação entre Porto e Vigo, na Galiza, “pelo menos” até 31 de Janeiro de 2012, na sequência do prolongamento do acordo com a empresa espanhola Renfe.

No Público.

Estudo propõe modernização da Linha do Minho em alternativa à alta velocidade
Apostando que não haverá TGV, municípios do Alto Minho apresentam estudo que potencia linha existente e põe o Porto a uma hora e 40 minutos de Vigo, com um quinto dos custos

Em vez da alta velocidade, cuidemos das linhas que ainda temos e modernizemo-las antes que fechem. Em resumo, esta é a tese do documento elaborado pela TRENMO Engenharia, SA, do professor universitário Álvaro Costa, em que se propõe um investimento de 180 milhões de euros para electrificar, instalar sinalização electrónica e rectificar o traçado da Linha do Minho entre Nine e Valença, por forma a que a viagem desde o Porto à fronteira com a Galiza seja feita numa hora e 15 minutos

Álvaro Costa está a estudar a possibilidade de Barcelos e Viana do Castelo passarem a integrar a coroa suburbana dos transportes públicos do Porto, o que pressupõe a modernização dos 42 quilómetros de via férrea entre Nine e Viana. E, dada a escassez de recursos da Refer, propõe que este investimento seja realizado pelo operador privado que vier a ganhar a concessão da CP Porto.

Com a linha electrificada e dotada de sinalização automática até Viana, os custos de exploração baixavam e a procura aumentava, porque se reduziria o tempo de percurso.

Esta proposta tem ainda a vantagem de, com o mesmo investimento, servir também Barcelos, Viana do Castelo e Caminha, “cosendo” o litoral minhoto. O TGV, em contrapartida, só serviria Braga.

Situação actual:
-Porto-Viana 2h10 (Regional);
-Porto-Viana 1h37 (Inter-regional);
-Porto-Vigo 3h19

Com modernização do troço Nine-Viana (43 milhões de euros):
Porto-Viana 1h15;
Porto-Vigo 2h00

Com modernização do troço Nine-Valença (180 milhões de euros):
Porto-Valença 1h15;
Porto-Vigo 1h40

Com Alta Velocidade (aproveitamento da linha actual Porto-Braga e linha nova até Valença com
ligação a Vigo) (945 milhões de euros):
Porto-Vigo 1h00

E o governo, o que acha?

O Governo não tem quaisquer planos de investimento na modernização da linha ferroviária do Minho. Foi esta a resposta dada pelo executivo ao deputado do PS Jorge Fão, que questionou o Ministério da Economia, por requerimento, sobre os planos da tutela para aquele troço ferroviário.

Aqui. Via.

REFER realiza estudo de mercado sobre “potencialidades” da Linha do Minho

A informação foi avançada por fonte da REFER à Agência Lusa, dias antes da realização, em Viana do Castelo, de uma reunião de autarcas, políticos e empresários do Norte e da Galiza para debaterem o futuro da ligação até Vigo.

Da reunião é esperada uma tomada de posição conjunta que passará pela reivindicação aos governos de Portugal e Espanha que a modernização da linha ferroviária entre Porto e Vigo seja considerada “prioritária”.

Segundo explicou o autarca José Maria Costa, anfitrião do encontro de segunda-feira, os estudos que estão na posse dos responsáveis portugueses e galegos apontam para a necessidade de modernização do troço de 40 quilómetros entre Nine e Viana do Castelo, e mais 50 quilómetros até à fronteira de Valença.

O investimento previsto é superior a 40 milhões de euros, num total de 100 quilómetros, já que do lado galego seria necessária a modernização de um troço de 10 quilómetros entre Tui e Porriño. A REFER não comenta estes dados, tendo em conta que “o programa de investimentos de médio prazo está em fase de preparação” e “dependente das orientações estratégicas que o Governo definir”.

No entanto, ainda não estão definidos os moldes em que o serviço continuará a ser feito a partir de 30 de setembro, altura em que termina o contrato entre a CP e a RENFE, congénere espanhola que assume o pagamento dos custos que a empresa portuguesa tem na ligação entre Tui e Vigo.

Para a reunião de segunda-feira foram ainda convidados representantes do Governo Regional da Galiza e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, além de empresários e autarcas de municípios, dos dois lados da fronteira, servidos pela linha entre Porto e Vigo, que tem 175 quilómetros de extensão.

Nota: os 10 quilómetros a modernizar entre Tui e Porrinho são apenas 5 quilómetros e entre a ponte internacional e Guilharei, ambos no concelho de Tui.

Valentim Fagim:

Entre os dias 4 e 9 de julho, a Agal, a associaçom que presido, organizou o éMundial. Fôrom mesas redondas, música, projeçons, dança, conta-contos, exposiçons… eventos de diferente natureza com umha finalidade central: mostrar que a nossa língua é Mundial.

Por que organizamos o éMundial? Porque os galegos e as galegas fomos e somos educados na crença de que a língua que falo no meu dia a dia nom é a mesma língua que a da amiga Jeanne, da Bahia, ou a da Aline, de Luanda. O que nunca nos explicárom é que ganhamos com esta perspetiva.

O guiom que escrevem para a nossa língua é que nom sai dos limites do estado espanhol, onde está enclaustrada. Fala-se no ocidente das Astúrias ou de Samora, mesmo nalguns lugares da Extremadura mas nom se fala em Chaves ou em Valença, ou no Brasil ou em Angola. Mais umha vez pergunto-me: e que ganhamos nós com isso?

É o mesmo guiom que nos diz que nom serve para todas as cousas, para ler um autor estrangeiro, para ver filmes legendados, para usar o computador ou navegar na rede… É o guiom que nos apresenta a nossa língua como um problema e umha incomodidade quando realmente é umha riqueza e umha oportunidade. Ser galego, ser galega, na verdade, é espetacular. Ser da Galiza éMundial.

Municípios e políticos do Norte e da Galiza vão pedir aos governos de Portugal e Espanha para que a modernização da linha ferroviária até Vigo seja considerada “prioritária”, para permitir uma viagem de duas horas.

O apelo será lançado pelo presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, que já convocou para segunda-feira uma reunião de trabalho para debater o futuro da ligação entre Porto e Vigo.

“Haverá, em breve, uma cimeira ibérica para as ligações ferroviárias, em face dos novos desenvolvimentos com o TGV. O nosso objetivo passa por ver a modernização desta linha como prioridade desse encontro. É isso que vamos pedir aos ministros das obras públicas de Portugal e Espanha”, sublinhou o autarca.

Segundo explicou José Maria Costa, os estudos na posse dos autarcas portugueses e galegos apontam a necessidade de modernização do troço de 40 quilómetros entre Nine e Viana do Castelo, e mais 50 quilómetros até à fronteira de Valença.

Do lado espanhol, a modernização seria necessária apenas em 10 quilómetros de linha, entre a fronteira de Tui e a estação de Porriño.

“São investimentos relativamente pequenos, cerca de 40 milhões de euros, mas com benefícios efetivos para esta população, de mais de dois milhões de habitantes”, explica, sublinhando a importância de uma ligação ferroviária “moderna” entre Porto e Vigo.

“Seria aproveitar a plataforma que já existe e está preparada para os 140 a 160 quilómetros por hora, introduzindo apenas a sinalização e eletrificação da linha”, acrescentou, defendendo que este investimento é do próprio “interesse” da CP.

“Com um serviço mais cómodo e rápido, a CP permitirá uma maior utilização do comboio no transporte de pessoas, turistas e mercadorias. Este investimento serviria para potenciar a atual ligação ferroviária”, concluiu o autarca, garantindo ser esta uma opinião “consensual” entre os colegas do Norte e da Galiza.

Na RTP. O mesmo no Xornal.

Comissão Europeia admite financiamento da modernização da ligação ferroviária entre Porto e Vigo

A Comissão Europeia (CE) admitiu a possibilidade de financiamento comunitário da modernização da ligação ferroviária de passageiros e mercadorias entre Porto e Vigo, anunciou hoje o PCP. “A modernização das linhas ferroviárias em Portugal pode ser financiada pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional e pelo Fundo de Coesão, através dos programas regionais ou do programa de desenvolvimento territorial (POVT)”, explica o comissário europeu Joahnnes Hahn, na resposta enviada no dia 16 à deputada do PCP no Parlamento Europeu, Ilda Figueiredo.

Na carta, o comissário europeu lembra que, em relação ao POVT, “foi previsto o financiamento da ligação ferroviária de alta velocidade entre Porto e Vigo durante o período de 2007-2013”, mas, “devido a limitações orçamentais, o Governo português anunciou que esse projeto vai agora ser adiado”. Numa nota enviada hoje, o PCP refere que a comissão “admitiu ainda a possibilidade de financiamento comunitário para assegurar a articulação daquela ligação ferroviária com infraestruturas da região, como o Aeroporto do Porto, o Porto de Leixões e o próprio Porto de Viana do Castelo”.

Isto porque, na resposta, a Comissão Europeia assume que “seria igualmente possível financiar as ligações entre o sistema ferroviário e as redes de outros meios de transporte e infraestruturas ao abrigo do programa regional para a Região do Norte «ON.2 -Programa Operacional Regional do Norte»”. De acordo com a CE, “um dos objetivos específicos deste programa é a promoção da conectividade do sistema urbano regional, o que poderá incluir o financiamento da infraestrutura ferroviária.”

Para os comunistas, a missiva constitui uma “confirmação da justeza das reivindicações do PCP quanto à necessidade de assegurar o desenvolvimento urgente de um programa plurianual de modernização integral da linha do Minho e de completo reequipamento do material circulante a utilizar nessa ligação internacional”. Este programa permitiria, para os comunistas, “reduzir substancialmente a duração da viagem e concretizar um vasto plano de promoção da ligação internacional entre o Porto e Vigo, aproveitando todas as potencialidades de procura garantidamente existentes, seja no plano das relações económicas, seja no fomento turístico, seja na rentabilização do afluxo de utilização do Aeroporto do Porto e demais infraestruturas existentes na região Norte”.

Em julho, a transportadora ferroviária pública CP anunciou a decisão de acabar com a ligação internacional até Vigo, devido à necessidade de “racionalização de custos”, tendo depois decidido mantê-la, após a congénere RENFE ter acedido a suportar os custos do serviço em território espanhol.

Por dica do Carlos de Sá. Na Rádio Geice.

O dia 9 de julho foi o culminar (feliz) de uma semana trágica para a ferrovia portuguesa. O primeiro-ministro cessante, José Sócrates, fechara mais de 300 km de caminhos-de-ferro, e deixou preparado um plano (secreto até há pouco tempo) de encerrar cerca de 800 km mais. Com o país mais inclinado para a discussão das gorduras (reais ou não) do Estado por imposição do triunvirato (BEI, UE, FMI), o estado deficitário das ferrovias portuguesas tornou-se conversa de café por todo o país. Com a chantagem económica causada pelos usurários internacionais, parte dos pressupostos em que assenta o Estado Social português passaram a ser alvo do ataque de todo o tipo de opinadores da praça mediática portuguesa.

Por todas estas vicissitudes, têm-se exigido ao caminho-de-ferro, parente pobre da rede de transportes do país, o mesmo que se exige a uma qualquer empresa privada: viabilidade económica. Ora nem em países com redes de transportes evoluídas (e mais cultura de utilização de transportes públicos) isso acontece, por que razão se devia exigi-lo aos comboios em Portugal (um serviço público, da mesma maneira que um hospital é um serviço público)? A rede de transportes públicos geridas pelo Estado tem de providenciar o melhor serviço, reduzindo ao mínimo o prejuízo. Se der lucro, melhor. Mas não é essa a sua função.

O primeiro ataque da terceira guerra ao caminho-de-ferro português (contando com o genocídio ferroviário dos governos de Cavaco Silva) foi o anúncio, numa subpágina da CP na internet, do fecho da ligação ferroviária entre o Porto e Vigo. Sem comunicado de imprensa, sem contraditório, sem razão. A Comboios XXI, uma associação da qual faço parte e que defende os utentes da ferrovia portuguesa, decidiu agir quanto antes. Na internet e nos principais meios de comunicação, a Comissão Diretiva da CXXI expressou todo o seu espanto pela interrupção do serviço. Ao investigarem, perceberam que a razão apontada pelos serviços de atendimento ao cliente da CP para o iminente fecho da linha era afinal motivada por obras; entretanto a CP anunciou que os comboios vindos do Porto teriam como término Valença; de seguida prometeu-se um inacreditável término em Tui, justificado pela possibilidade de os utentes poderem aí aceder a transbordo com os comboios da Renfe, quando é na estação de Guilharei e não da de Tui que é possível fazê-lo; alguns dias depois surgiu a justificação de que afinal toda esta indefinição vinha da falta de acordo com a Renfe pela divisão dos custos em território galego.

Durante todo este processo se iam descobrindo os podres da argumentação da CP, que dizia não poder continuar a acarretar prejuízo de um comboio seu “em território espanhol” (!). Enquanto que o prejuízo (estimado) do Porto-Vigo era de 235.000 euros anuais, as luxuosas ligações de Lisboa a Madrid (Lusitânia Comboio Hotel) e a Irún (Sud Expresso), com modernos comboios Talgo alugados à Renfe, custavam, respetivamente, 2 milhões e 7 milhões de euros por ano. E a humilhação da eurorregião continuou quando a CP revelou que apenas 11 passageiros viajavam entre o Porto e Vigo em cada comboio. Um delírio da transportadora portuguesa, quando apenas em Campanhã era possível comprar bilhetes únicos para Vigo, e sabendo que raramente existia revisor no troço Tui-Vigo, a maior parte dos viajantes viajava de borla.

A manipulação de dados e o chorrilho de mentiras da CP acabou dia 8 de julho quando se anunciou a continuidade da ligação. Até setembro sobrevive o comboio.

Nuno Gomes Lopes

Ficheiro original aqui.

Quando em Julho passado a CP anunciou a supressão dos dois comboios diários em cada sentido, entre Valença e Vigo, alegou que o mesmo acarretava custos na ordem dos 450 mil euros anuais, para uma receita de apenas 218 mil euros, atribuída pela Renfe pelo facto de a empresa portuguesa efectuar essa operação com o seu próprio material em território espanhol. As receitas de bilheteira ficariam para a Renfe, que, curiosamente, raras vezes colocava um seu revisor no comboio português entre Tui e Vigo.

Os prejuízos da CP seriam, assim, de 232 mil euros por ano, pelo que se justificaria acabar com o serviço. “A empresa está obrigada a uma rigorosa contenção orçamental e à redução de custos, pelo que foi entendido que não se deveria continuar a perder dinheiro num serviço operado em território espanhol”, justificou então a transportadora nacional.

O PÚBLICO, porém, fez as contas e só encontrou justificação para cerca de um terço dos encargos de exploração que a CP diz assumir nestes 40 quilómetros de percurso entre a fronteira portuguesa e Vigo.

Assim sendo, os custos directos da operação Valença-Vigo ascendem aos 97.820 euros (que facilmente podem ser arredondados para 100 mil euros). Como explicar os 350 mil euros que faltam para perfazer os 450 mil euros que a CP alega suportar em despesas de exploração? É que, recebendo ainda compensações da Renfe no valor de 218 mil euros anuais, a CP até acaba – aparentemente – por ganhar com o negócio cerca de 118 mil euros.

Foi isso que o PÚBLICO pediu à CP para esclarecer, mas a empresa não respondeu.

“É natural que a CP inclua nas contas de exploração uma parte dos seus muito elevados custos de estrutura [serviços centrais] da empresa, tornando caro o valor da operação”, afirma Nelson Oliveira, presidente da Associação Portuguesa dos Amigos dos Caminhos-de-Ferro (APAC). Este dirigente associativo diz estar habituado a ser confrontado com “valores surpreendentes”, quando pretende fretar um comboio especial para viagens da APAC. E comenta que estes valores não são nada transparentes, incorporando custos relativos às “gorduras” de vários departamentos da empresa.

Há uns anos, aquando do I Congresso Ibérico dos Amigos dos Caminhos-de-Ferro, o grupo espanhol viajou numa automotora especial da Renfe entre Santiago de Compostela e Valença. A Renfe cobrou 1500 euros pela viagem de Santiago até à ponte internacional sobre o rio Minho. Desde a ponte até à estação de Valença (dois quilómetros) a CP tentou cobrar 500 euros…

No Público. Carlos Cipriano continua a ser dos mais sérios jornalistas portugueses, e o melhor quando toca ao caminho-de-ferro.

Alcaide de Tui “ameaça” cortar ponte internacional se acabar ligação Porto-Vigo

O alcaide de Tui, Galiza, advertiu esta sexta-feira que se a ligação ferroviária entre Porto e Vigo for interrompida a 30 de Setembro a população protestará na rua, “cortando a ponte internacional” que liga a Valença

Em cima da mesa esteve a discussão em torno da necessidade de investimentos na Linha do Minho, como sinalização e electrificação, de forma a reduzir os tempos de viagem entre Porto e Vigo, actualmente em cerca de três horas, e assim tornar o serviço mais atractivo e competitivo.

Aquela localidade galega, junto a Valença, tem no comboio português, da CP, que ali para, em ambos os sentidos, quatro vezes por dia, a sua única ligação ferroviária ao resto de Espanha.

No JN.

Os municípios de Valença e Tui, na Galiza, avançam em Outubro para a constituição da segunda eurocidade entre Portugal e Espanha, que poderá dar origem à primeira Policia Municipal conjunta entre os dois países.
«Há muitos anos que em Valença sentimos a necessidade de ter uma Policia Municipal, mas isso torna-se difícil pelos elevados custos que representa. Como em Tui já existe uma força dessas, estamos a estudar a possibilidade de ter uma unidade comum para as duas localidades no âmbito da eurocidade», explicou o autarca de Valença.

A constituição formal da eurocidade Valença-Tui está prevista para Outubro, depois do aval, em Setembro, nos respectivos órgãos locais, e numa primeira fase permitirá a gestão conjunta de equipamentos.

A piscina municipal de Valença, que custa 450 mil euros por ano e em que a autarquia assegura cerca de 300 mil euros, será um dos primeiros exemplos de gestão partilhada, já que actualmente mais de 60 por cento dos 1700 utilizadores mensais são galegos.

«Podemos dizer que a piscina de Tui fica em Valença, face à utilização que temos. No próximo orçamento municipal, com a formalização da eurocidade, já teremos um impacto nas contas porque também os custos sociais do equipamento serão suportados por entidades galegas», sublinhou Jorge Mendes.

Do lado português, o interesse vai por exemplo para o Conservatório de Música de Tui, frequentado por dezenas de jovens de Valença, cuja gestão também poderá ser conjunta aos dois municípios vizinhos.

«Numa segunda fase penso que será possível o entendimento para a partilha de equipamentos de saúde, mas isso naturalmente que levará mais tempo», assume o autarca de Valença, lembrando o encerramento, há cerca de dois anos, das urgências do centro de saúde local e a deslocação de utentes para Tui.

Desta forma, já a partir de Outubro, os dois municípios avançam para a gestão conjunta de alguns equipamentos, cuja utilização será feita através de um cartão de cidadão da eurocidade.

No Sol.

O presidente da câmara de Barcelos defendeu, segunda-feira, que a eletrificação da linha do Minho, prevista pela Refer “há vários anos”, permitiria reduzir a viagem entre Porto e Vigo para apenas 1h10, menos de metade do tempo actual.

“É um investimento de 27 milhões de euros que a Refer continua sem concretizar, apesar de previsto em todos os planos de desenvolvimento. Pelo contrário, o que temos assistido é ao desinvestimento no transporte ferroviário, face à situação económica do país”, afirmou o autarca Miguel Gomes, citando o estudo da Refer.

No JN.

Aí estou eu na RTV, falando sobre a tentativa da CP de encerrar o Porto-Vigo. Sobre este e outros temas ferroviários tive o prazer de partilhar a mesa do Majará com Álvaro Costa, da FEUP, e Miguel Ângelo Pinto. Falámos do presente e do futuro da ferrovia, em tempos tão assustadores quanto estes. A francesinha, no entanto, não era má.

A Comissão Directiva da ComboiosXXI tem estado muito activa (marcando presença nos Media e efectuando inúmeros contactos), no seguimento da noticia do encerramento da ligação internacional Porto-Vigo, a partir de Domingo 10 de Julho, para evitar que tal aconteça.

Nesse sentido, a ComboiosXXI, em articulação com movimentos de cidadãos galegos, está a organizar uma manifestação para o próximo Sábado dia 9 de Julho.

O programa é o seguinte:
11h30 – Porto (Campanhã) – Acção de protesto (c/ provável presença dos Media portugueses)
12h45 – Porto (Campanhã) – Embarque no comboio InterRegional 853 com destino a Valença
15h00 – Valença – Acção de protesto em conjunto com grupo galego (c/ provável presença dos Media galegos)
19h38 – Valença – Embarque no ÚLTIMO comboio Internacional 422 com destino ao Porto
21h55 – Porto (Campanhã) – Chegada com acção simbólica

PORTO-VIGO 02
PORTO-VIGO 01

Este é um texto de raiva contra o pouco jornalismo que se vai fazendo em Portugal. Pouco, porque cada vez há menos jornalismo e mais transcrições de agências noticiosas e comunicados de imprensa, e raiva por ser tão mau. O pouco jornalismo que ainda é feito pelo jornalista é confrangedoramente mau.

Começo:

No centro da cidade de Chaves, Olinda Pinheiro recua ao tempo das fronteiras. Passar para o lado de lá, só “a salto, pagando a alguém para ter um passaporte”, conta-nos. Hoje, a alfândega é um conjunto de casas abandonadas com vidros partidos, com cartazes colados (“arrenda-se”) e mensagens pichadas (“Galizia no es España“).

As pichagens da raia são invariavelmente em galego ou em galego-português. São independentistas (ou autonomistas), tem sentido. A transcrição que a jornalista faz é assustadora: Galizia não existe (ou é Galicia, em castelhano ou galego oficial, ou Galiza, em galego-português); a frase está em castelhano, o que é impossível. O que me leva a crer que a jornalista não leu a pichagem, mas achou por bem colocar aspas, como se de uma transcrição textual se tratasse. Sofrível.

O rol de asneiras continua:

A primeira eurocidade do mundo foi formada entre duas cidades da Alemanha e da Polónia.

Aqui não se trata de um erro ou de uma mentira mas antes a prova que quem escreveu o texto o fez a correr. E toda a gente sabe que a primeira eurocidade do mundo existe na fronteira entre os EUA e o México: El Paso – Ciudad Juárez.

No texto do lado o desastre continua:

A nova entidade territorial vai dar fôlego a uma estratégia definida pela Câmara de Valença e pelo Ayuntamiento de Tui de partilha de equipamentos e serviços em diversas áreas, como saúde, educação e cultura.

(Ayuntamiento aparecia em itálico na versão impressa)

Se a jornalista conhecesse a realidade que descreve, saberia que os órgãos de soberania galegos usam a grafia galega. Ora o y não faz parte dessa grafia, e se é verdade que a autora não caiu no erro comum de grafar Tui à espanhola (Tuy), cometeu o erro igualmente comum de achar que o ayuntamiento castelhano é mais galego que o concello, o modo como grafam na Galiza o “concelho” português.

E segue a vida, apesar de tudo.

(enviado ao Provedor do Leitor do Público)

Portugal é o único país com uma solução nacional para a mobilidade elétrica

Da Galiza ao Algarve de carro elétrico

No Expresso.

É mais do que acaído recordar um caso recente, o de Roberto Varela, que dá mostra do que o PP é capaz de fazer com a língua, quando se referiu a Sobrado dos Monges como «Desván de los Monjes».

(negrito meu)

No PGL.

A voceira do BNG en Bruxelas, Ana Miranda, apresentou unha iniciativa parlamentaria xunto co eurodeputado portugués Miguel Portas, do Bloco de Esquerda (BE), na que se denuncian os atrancos que pon o Estado español á recepción das televisións portuguesas en Galiza. Ana Miranda critica tamén na súa iniciativa que a Xunta de Galicia carece de vontade política para garantir a liberdade de circulación das emisións televisivas entre o país e Portugal, “imprescindíbel para un mellor coñecemento na nosa sociedade da lingua portuguesa”.

A eurodiputada electa do BNG pon de relevo que a atitude do Goberno español “conculca o Convenio Europeu sobre Televisión Transfronteiriza e a Carta Europea das Linguas Minoritarias que taxativamente prescribe que se debe facilitar a liberdade de circulación das emisións televisivas entre territorios que comparten unha mesma lingua ou que posúen idiomas que pertencen a un tronco común”, o que “obviamente” é o caso do galego e o portugués.

O Goberno español comprometeuse en diversas ocasións co BNG no Congreso dos Deputados a facilitar a recepción do sinal das televisións portuguesas, pero ese compromiso “ficou en nada polo de agora”, reproba Ana Miranda. O BNG leva agora a cuestión ao Parlamento europeu e interésase por saber se a Comisión ten coñecemento desta “vulneración da liberdade de circulación das emisións estabelecida no devandito Convenio Europeo” sobre Televisión Transfronteiriza.

Daqui.

Alva tem 14 anos e estuda numha escola secundária de Caminha, depois de ter freqüentado o infantário e a educaçom primária de Valença, onde ainda se encontra o André, de 12 anos. Antes de ir para Caminha tivo oportunidade de começar o ensino secundário em Tui, onde mora ela e o seu pai, mas preferiu continuar em Portugal.

Alonso e Sílvia decidírom, há já 15 anos, que queriam dar-lhes umha educaçom em galego, mas as dificuldades eram tantas numha vila como Tui que nom o pensárom muito mais e decidírom inscrever a Alva, depois o André, numa creche (infantário de 0 a 3 anos) valenciana. “Na decisom pesou um convencimento claro de que queríamos educar os nossos filhos em galego e de que manejassem com fluência a versom internacional da nossa língua”

Chamam-se Nuno e Joana, vivem em Tominho e vam à escola a Valença. O Salva destaca que ainda nom conseguem distinguir o galego daqui e o dali. Com 6 anos, o Nuno, “quando lhe perguntam se há mais galegos na escola, responde: Nom, na minha som todo galegos”.

Reportagem do Eduardo Maragoto, no PGL.

O 40% das maes e pais das grandes cidades da Galiza querem que as suas crianças sejam educadas em galego, mas isto nom estarám mui longe do que vai acontecer. Só 12% das aulas serám na nossa língua.

No PGL.