Progresso e gramática.

João Joanaz de Melo, sobre o Programa Nacional de Barragens:

Argumento ridículo 1 – “O investimento é privado.” O investimento inicial nas nove grandes barragens apro­vadas pelo Governo ascende a 3600 M€, o que, somado aos custos financeiros e ao lucro das empresas de elec­tricidade, gerará um encargo global estimado em 16.000 M€ ao longo de 75 anos – que obviamente será pago na totalidade pelos cidadãos-consumidores-contribuintes. Parte deste custo será reflectido na factura da electricida­de, e parte nos impostos, para suportar o défice tarifário e a “garantia de potência” estabelecida na Portaria n.° 765/2010. O que importa é que, entre tarifa e impostos, as novas barragens implicarão um aumento superior a 10% no custo da electricidade.

Argumento ridículo 2 – “Independência energética e alterações climáticas.” As nove barragens novas, que iriam espatifar outros tantos rios, produziriam apenas 1,7 TWh/ ano de electricidade, ou seja, 0,5% da energia primária do país ou 3% da procura de electricidade; isto para poupar apenas 0,7% das emissões nacionais de gases de efeito de estufa e 0,8% das importações de combustíveis fósseis. Se, em vez de barragens, investirmos o mesmo dinheiro em medidas de eficiência energética, conseguiremos um efeito cerca de 10 (dez) vezes maior na poupança de emissões e importações, com valor acrescentado para as famílias e as empresas, e efeitos ambientais positivos.

Argumento ridículo 3 – “Armazenar energia.” Argu­menta-se que o esquema da bombagem hidroeléctrica, usando energia barata produzida à noite (eólica e não só) permite armazenar energia; é meia verdade. A ou­tra metade da verdade é que, segundo o PNBEPH, Por­tugal precisaria no futuro de 2000 MW de bombagem hidroeléctrica; ora, entre as centrais já operacionais e em construção, só em barragens preexistentes, já temos disponíveis 2510 MW de potência de bombagem – ou seja, não precisamos de nenhuma barragem nova!

Argumento ridículo 4 – “Energia renovável.” As gran­des barragens estão entre os modos de produção de ener­gia mais agressivos, porque destroem irreversivelmente os solos agrícolas, os ecossistemas, as paisagens natu­rais e humanizadas, o património cultural. O paradigma moderno não é o “renovável”, mas sim o “sustentável” – social, ecológico, económico -, que as novas grandes barragens não respeitam de todo.

Argumento ridículo 5 – “Já pagámos as concessões.” As concessões pagas pelas empresas de electricidade ao Estado serão, em última análise, suportadas pelos consu­midores; ou, se o Estado devolver essas verbas, serão su­portadas pelos contribuintes, o que vai a dar ao mesmo.Para além de uma ou outra gaffe, o silêncio do actu­al Governo neste assunto tem sido ensurdecedor. Não se trata de mera ignorância, porque já foi informado. Será medo de desvalorizar as acções da EDP até à privatização? Ou simples cobardia política para afrontar o lobby do betão e electrão? Ou haverá outras razões ainda menos respeitáveis?Muito se tem falado de outras obras faraónicas, como o aeroporto de Lisboa, as auto-estradas ou os estádios. Está na hora de o programa nacional de barragens ocu­par o lugar que lhe cabe no rol das fraudes cometidas sobre os cidadãos portugueses em nome do “interesse público”, (www.geota.pt)

O camarada Nuno Oliveira continua a sua saga anti mitos políticos.

No DN:

O delegado da Comissão Nacional de Eleições (CNE) na Madeira, Paulo Barreto, anunciou hoje que vai renunciar ao cargo e afirmou ter recebido ao longo do dia cerca de três dezenas de queixas relacionadas com situações ilegais nas eleições regionais.

Relativamente às queixas, o delegado da CNE salientou que “elas incidiram sobretudo sobre dois grandes blocos ou situações: primeiro, o transporte ilegal de votantes e, por outro lado, a presença em assembleias de voto de membros de juntas de freguesia que não podiam lá estar e estariam ali para de certo modo condicionar o voto”.

Acrescentou que estes casos se registaram em “diversas mesas e freguesias da Madeira”, sobretudo nos concelhos do Funchal, Calheta, Machico, S.Vicente, Santa Cruz, Santana e Porto Moniz.

Daqui.

A CP – Comboios de Portugal anunciou ontem que irá ajustar a oferta nos eixos Porto – Braga e Porto – Guimarães, de forma a aumentar a ocupação de alguns comboios, cujos indicadores apontam para uma média de 8%.

As alterações passam pela supressão de quatro comboios urbanos aos dias úteis, sendo dois no percurso Braga – Nine – Braga e dois no percurso Braga – Famalicão – Braga.
A alteração do horário de partida e a introdução de paragens adicionais em alguns comboios nos horários próximos ao dos comboios suprimidos são outras das novidades que surgem com o novo horário, que entrará em vigor a partir de 18 de Setembro.
Desta reformulação decorre também um ligeiro ajuste ao horário do comboio diário Intercidades Guimarães – Lisboa, que retarda a sua partida em 4 minutos, mas mantém o mesmo horário de chegada ao seu destino, na estação da Trofa e seguintes.

A empresa assegura que procede à regular monitorização da evolução da procura dos seus serviços, para detecção de necessidades de adequação da oferta às reais necessidades dos seus clientes e optimização dos recursos disponíveis, visando obter a sustentabilidade do serviço prestado.
As alterações efectuadas irão permitir uma poupança de 350.000 euros, e é esperada uma melhoria da ocupação de 8 para 19%.

Como dizem (e bem) os camaradas da CXXI, é ‘suprimindo comboios e aumentando os tempos de viagem’ que definitivamente se aumenta o número de passageiros por comboio. Estou mesmo a vê-los, os utentes, a fazer filinha.

Via TVI. Na CXXI.

Apenas um milhão de portugueses deverá ter acesso ao novo passe social. Este bilhete especial para os transportes públicos estará limitado aos utentes com rendimentos ligeiramente acima dos 500 euros mensais.

Para adquirir o novo título de transporte a preços reduzidos, o utente terá de apresentar a declaração de rendimentos, no acto da compra nas bilheteiras, que já são poucas e deverão registar uma forte afluência, uma vez que a compra do passe social não poderá ser processada nas máquinas automáticas.

“Geralmente, as coisas terríveis que se fazem sob o pretexto de que o progresso assim o exige não são realmente progresso…são apenas coisas terríveis”.
É Tempo de PARAR com a FRAUDE do Plano Nacional de Barragens
Comunicado
I
O Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, anulou o contrato de construção do troço Poceirão – Caia da linha de Alta Velocidade Lisboa – Madrid. Esta obra controversa, que tem figurado como bandeira da polémica das Parcerias Público Privadas (PPP), representa um investimento de 1,7 mil milhões de euros, apenas uma fatia dos 4% de peso das PPP ferroviárias (cerca de 3 mil milhões de euros) no bolo total das PPP, a esmagadora maioria das quais lançadas nos Governos de José Sócrates (ver documento da Direcção Geral do Tesouro sobre as PPP). Anteriormente orçados em 7 mil milhões de euros, e representando 12% do total das PPP, os custos com os encargos a assumir pelo Estado (garantia de 30% das receitas esperadas anualmente por cada barragem às respectivas concessionárias e subsídio à produção de energia eléctrica) e contribuintes (através de impostos e do aumento da tarifa eléctrica) com o Plano Nacional de Barragens foram recalculados em 16 mil milhões de euros, quase 9,5 vezes mais que o troço Poceirão – Caia, e cerca de 20% do total do pacote de ajuda externa a Portugal.
Entre outros aspectos nefastos, voltamos a insistir nestes factos indesmentíveis:

1. O total destas 10 barragens produziria o equivalente a 3,2% da energia consumida em 2009 (e em condições hidrológicas favoráveis), insuficiente sequer para cobrir o aumento do consumo entre 2009 e 2010 que foi de 4,7% (Interesse Público Nacional – FRAUDE);

2. O total anual de subsídios do Estado à produção de energia eléctrica vai valer às concessionárias 48 milhões de euros por ano – em apenas 15 anos, esta quantia chegará aos 736 milhões de euros, muito além do que as concessionárias terão de pagar pelos direitos de exploração das novas barragens (Investimento Privado – FRAUDE);

3. Os encargos totais a pagar pelos consumidores e contribuintes portugueses chegará aos 16 mil milhões de euros (a uma taxa de juro de 3,5% ao ano; se chegar por exemplo aos 6% passarão para 20 mil milhões de euros), o que significa que cada família terá de pagar € 4.800 para financiar esta loucura, ou o correspondente a um aumento contínuo da tarifa de electricidade de 10%;

4. O potencial de poupança de energia eléctrica chega aos 12,6 TW/h/ano, o que se conseguiria atingir a um custo 10 vezes menor ao deste plano nacional de barragens, o qual no conjunto só atinge a fasquia de 1,7 TW/h/ano de produção de energia eléctrica (sete vezes menos que o potencial de poupança de energia eléctrica);

5. O reforço de potência da barragem da Venda Nova consegue um período de funcionamento 65% maior, a um investimento comparativamente menor de 58%, e produzir o equivalente a 77% de todo o conjunto de 10 novas barragens do Plano Nacional de Barragens (existem mais barragens previstas para receberem reforços de potência em Portugal);

6. O país tem instalados 16.736 MW de potência, enquanto nos picos de procura necessita apenas de 9.000 MW;

7. A capacidade de bombagem das barragens existentes, 2507 MW, já é superior ao necessário para manter a gestão e equilíbrio da rede eléctrica nacional;

8. Considerando a relação entre bombagem reversível, perdas nas turbinas e geradores, e o consumo de energia de origem eólica, o total destas barragens irá na verdade acrescentar ZERO energia na rede (ver explicação mais detalhada);

9. O turismo ecológico e cultural (proposto já para o vale e a Linha do Tua em projectos concretos) gera 11 vezes mais postos de trabalho por milhão de euros investido, que a construção de uma barragem, sendo que a maior parte das grandes barragens de Portugal foi implantada nas regiões mais pobres, contribuindo ainda mais para o despovoamento e depressão socioeconómica (mais uma vez, Interesse Público Nacional – FRAUDE);

10. A navegabilidade do Douro entre a foz do Tua e a barragem da Valeira (rio Douro) será posta em causa com a barragem do Tua, o que em última análise significará a interrupção definitiva dos cruzeiros do Douro até ao Pocinho e Barca d’Alva, na fronteira espanhola. Para além disso, tanto o paredão como todos os edifícios e construções anexas à barragem e linhas de alta tensão estarão situadas dentro da área classificada pela UNESCO como Douro Vinhateiro Património da Humanidade, o que poderá levar à sua imediata desclassificação. O poder destrutivo para o Turismo do Douro destas duas eventualidades será avassalador.Postos estes factos, exortamos directamente e com a máxima urgência que se impõe, o Ministro da Economia e o Primeiro-Ministro a anularem o Plano Nacional de Barragens, sendo que o MCLT subscreve, em conjunto com mais nove ONG nacionais, um memorando a ser entregue ao Governo e à Troika nos próximos dias, contendo esta e mais informação sobre esta negociata ruinosa e criminosa. [...]

(negrito meu)

Retirado do mais recente comunicado do Movimento Cívico pela Linha do Tua. Concordo na totalidade.

Alcaide de Tui “ameaça” cortar ponte internacional se acabar ligação Porto-Vigo

O alcaide de Tui, Galiza, advertiu esta sexta-feira que se a ligação ferroviária entre Porto e Vigo for interrompida a 30 de Setembro a população protestará na rua, “cortando a ponte internacional” que liga a Valença

Em cima da mesa esteve a discussão em torno da necessidade de investimentos na Linha do Minho, como sinalização e electrificação, de forma a reduzir os tempos de viagem entre Porto e Vigo, actualmente em cerca de três horas, e assim tornar o serviço mais atractivo e competitivo.

Aquela localidade galega, junto a Valença, tem no comboio português, da CP, que ali para, em ambos os sentidos, quatro vezes por dia, a sua única ligação ferroviária ao resto de Espanha.

No JN.

Aí estou eu na RTV, falando sobre a tentativa da CP de encerrar o Porto-Vigo. Sobre este e outros temas ferroviários tive o prazer de partilhar a mesa do Majará com Álvaro Costa, da FEUP, e Miguel Ângelo Pinto. Falámos do presente e do futuro da ferrovia, em tempos tão assustadores quanto estes. A francesinha, no entanto, não era má.

Para o autarca de Matosinhos, onde a população residente cresceu 4,73% entre 2001 e 2011, a AMP está a pagar “duplamente” a “factura”: pela ”falta de utilização total das infraestruturas já existentes” e pela “incapacidade no futuro de completar as infraestruturas novas”.

Guilherme Pinto considerou que o concelho de Matosinhos teve nos últimos 10 anos “uma evolução contida” e “ordenada”, oferecendo “boa qualidade de vida”. ”Para Matosinhos, são boas notícias. Para a AMP, não são boas notícias”, disse.

O presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes, comentou apenas que “Gaia consolidou a posição de terceira cidade do país”, depois de Lisboa e Sintra.

Gaia, relembro, é o terceiro concelho com mais população de Portugal. Não é a terceira maior cidade. Concelho e cidade não são a mesma coisa, e Gaia é o melhor exemplo disso.

No Porto 24.

Cada um dos cinco administradores da CP – Comboios de Portugal, empresa pública com um prejuízos superior a 195 milhões de euros e uma dívida histórica de 3,3 mil milhões de euros, tem um Mercedes da firma para utilização pessoal. Os carros de luxo foram, segundo o relatório do Governo da Sociedade da CP de 2010, adquiridos em regime de renting em 2008, altura em que o prejuízo desta firma do Estado já ultrapassava os 190 milhões de euros. Em 2010, a CP gastou 55 720 euros com as rendas destes cinco automóveis topo de gama.

José Benoliel, presidente do conselho de administração, Alfredo Vicente Pereira, vice-presidente, Nuno Moreira e Madalena Sousa, ambos vogais, contam cada um com um Mercedes E220CDI Elegance e Cristina Dias, que é também vogal, utiliza um Mercedes E 220CDI Avantgarde.

Convém não esquecer estes nomes: Mercedes E220CDI Elegance, Mercedes E 220CDI Avantgarde, José Benoliel, Alfredo Vicente Pereira, Nuno Moreira, Madalena Sousa e Cristina Dias. No Correio da Manhã, via.

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Via Tabernáculo do Barbot.

O Ramal de Cáceres (entre Torre das Vargens e Marvão), o troço Beja-Ourique e a Linha do Vouga entre Albergaria-a-Velha e Águeda são algumas das vias-férreas que podem fechar para poupar custos de exploração à Refer.

No Público.

Nunca passou pela cabeça de Almerindo Marques fechar estradas por falta de trânsito, nem pela cabeça de algum governante fechar autoestradas que nunca atingiram (nem nunca atingirão) o tráfego médio diário esperado. Mas para quem manda é normal fechar linhas de caminho-de-ferro com menos utilização porque a empresa de Lisboa que as gere dá prejuízo. Isto é um raciocínio que nunca compreenderei.

Através de comunicado com o título “Podem gritar…”, divulgado pela Quinta Vigia, Jardim declara que o seu governo “fará mesmo o anunciado” projecto no aterro que foi depósito provisório de inertes recolhido s das ribeiras no temporal de 20 de Fevereiro, “pois até é necessário para alavancar a economia e o emprego”.

A propósito, o governante afirma que “em relação a quase todas as grandes infra-estruturas que se fizeram desde que o povo madeirense conquistou a autonomia política”, a oposição e “alguns conhecidos frustrados, inclusive marginalizados pela maioria política, sempre os mesmos, tentaram antes se lhes opôr, procurando impedir que não se concretizassem”. Por isso, diz que constitui “novidade o escarcéu agora promovido pelo mesmo género de gente, em relação à continuidade da conquista de espaço ao mar”, na Avenida do Mar.

Daqui. Relembre-se, Alberto João Jardim é o Presidente do Governo Regional da Madeira desde março de 1978, e as suas políticas urbanísticas são as responsáveis, direta ou indiretamente, pela tragédia que matou quase 50 madeirenses em fevereiro de 2010.

A CP informa que, a partir de 1 de Fevereiro de 2011, os serviços Urbanos na Linha de Leixões serão suprimidos.

A razão prende-se com o facto de não estarem reunidas as condições para a continuidade da exploração do serviço.

Lamentamos desde já os incómodos causados. Para informações sobre os títulos de transporte em vigor, agradecemos que contacte os nossos serviços.

Na CXXI.

O secretário de Estado dos Transportes lamentou, recentemente, que os comboios portugueses não transportem «tantas pessoas quanto deveriam» e apelou aos cidadãos para «utilizar este transporte em vez de apenas reivindicar mais serviços». «Temos linhas carregadas, mas há linhas no interior em que as populações, autarquias e certas forças reivindicam mais e mais comboios, mas parece que querem vê-los, porque quando olhamos para as pessoas que realmente andam, são poucas», disse Carlos Correia da Fonseca, citado pela agência Lusa.

Eu também não percebo por que é que as populações de Vila Real, Amarante, Mirandela, Miranda do Corvo, Lousã e Cantanhede não andam mais de comboio. Deve ser por snobismo.

(via)

nota: todas estas sedes de concelho eram servidas por comboio quando José Sócrates chegou ao Governo.

O licenciamento da obra ainda não aconteceu, mas não é nosso papel obstaculizar o promotor.

Dulce Pássaro, Ministra do Ambiente, respondendo no Parlamento à autorização por parte do seu Ministério do licenciamento da barragem de Foz-Tua, apesar de a Declaração de Impacto Ambiental ser negativa e a EDP ainda não ter cumprido as suas recomendações. Para que serve o DIA, afinal?

Daqui.

“Nem sequer tem tempo para atender o telefone. No mínimo, é alguém que não sabe as regras de cortesia”, ataca o presidente da Câmara de Matosinhos.

Ao que chegamos. José Benoliel manda encerrar a Linha de Leixões e nem se digna a falar com os presidentes de Câmara. Lisboa é cada vez mais longe.

No JN.

Alberto João Jardim anuncia nova candidatura

“E em Outubro será a última das grandes batalhas, porque se mais uma vez rebentarmos com esta união de interesses teremos por algum tempo – porque essa batalha vai ser decisiva e se for ganha como as outras – paz e sossego”, declarou.

Paz e sossego é uma citação direta de Salazar? No Público.

De quando em quando houve-se falar de planos nacionais e regionais de ordenamento do território, planos de desenvolvimento regional, de planos directores municipais e da respectiva revisão, de planos urbanísticos, etc., muitas figuras de planeamento do território para tão pouca organização e gestão estrutural das nossas cidades, municípios, regiões e país. Esta afirmação não é preciso explicá-la. Entra-nos pelos olhos dentro onde quer que estejamos ou nos desloquemos. É também verdade que o cidadão que reclama do caos urbano, da falta de espaços de fruição pública e da desestruturação dos espaços não-urbanos é, em grande medida, o mesmo que quer plantar a sua casita em qualquer pedaço de terra que tenha herdado e/ou que acha que solo urbano é solo urbanizável (leia-se: para construção).

[...]

J. Cadima Ribeiro