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Um de junho de dois mil e dez

By Nuno Gomes Lopes, 1 de Junho de 2010 15:48

Assim sendo, o teleférico, fruto de uma pareceria público-privada, terá duas estações: uma no Jardim do Morro, a poucos passos da estação do metro, e outra no Cais de Gaia, em frente ao mercado. A intenção da Câmara de Gaia é que o bilhete intermodal Andante seja usado neste transporte.

No JN.

Atualizações (metro do Porto) 22/2/10

By Nuno Gomes Lopes, 22 de Fevereiro de 2010 18:58

* Durante algum tempo discutiu-se entre a Linha do Campo Alegre e a Linha da Boavista, à procura da melhor hipótese para ‘descongestionar’ o troço ‘congestionadíssimo’ entre a Senhora da Hora e o Estádio do Dragão, através de uma linha a poente entre o centro do Porto e Matosinhos. Nunca alinhei na ideia de que existia um ‘congestionamento’ entre a Senhora da Hora e o Dragão (e, mesmo que existisse, isso não era necessariamente uma coisa má, mas antes um sinal de grande popularidade do metro do Porto). E construindo a tal ‘linha poente’, a ideia seria sempre a de trazer mais clientes para o metro e, assim, contribuir para esse tal ‘congestionamento’. Sempre preferi a Linha da Boavista por ser a mais simples e barata de construir, mas também reforcei sempre que num futuro próximo ambas as linhas irão estar naturalmente em funcionamento.

Durante parte da discussão da Linha do Campo Alegre, perdi o meu tempo a explicar que a linha projetada era em grande parte à superfície, o que se verificou ser verdade. Quando os partidários da Linha do Campo Alegre o perceberam, moveram mundos e fundos para que isto não acontecesse (incluindo criando uma comissão de acompanhamento). Contrariando o que seria lógico, a metro acedeu a enterrar a Linha em grande parte do percurso (incluindo numa via que ainda nem existe, a Avenida Nun’Álvares) e a deixá-la à superfície no cruzamento com elementos naturais (na ribeira da Granja e no Parque da Cidade). É óbvio que o cruzamento com a ribeira teria de ser feito à superfície; não digo o mesmo em relação ao Parque da Cidade. E o que dizer de enterrar o Metro na Rua de Diogo Botelho (suficientemente larga em grande parte do seu percurso), na Avenida Nun’Álvares (ainda por edificar e, por isso, de ‘largura suficiente’) e na Rua de Brito Capelo (que no seu troço ainda sem metro tem sensivelmente a mesma largura do troço que já tem metro)? A desculpa mais utilizada por presidentes de Juntas de Freguesia e comissões de acompanhamento foi de que, enterrando o metro, evitava-se conflitos com o trânsito automóvel. A mim tudo isto me soa mirabolante. Claro que nunca apoiaria que o metro cruzasse a VCI de nível, ou que passasse no centro histórico do Porto à superfície. Ambas são destituídas de sentido. Mas em todas as outras zonas em que a largura das vias o permite, por que não? O metro não foi pensado para favorecer o trânsito automóvel.

outrogajo

(projeto atual de expansão do metro do Porto)

Agora que os partidários da Linha do Campo Alegre conseguiram a sua linha (parcialmente) enterrada, entrou-se num novo nível de discussão. Já que foi descartada a hipótese de atravessar o Parque da Cidade no viaduto existente (sem qualquer razão válida, já que o viaduto foi de facto projetado para isso), agora discute-se um atravessamento à superfície, um rasgão que cortará o Parque em dois. No Estudo de Impacto Ambiental a hipótese túnel nem foi explorada (!?), e já que se concluiu que a passagem à superfície é a mais económica, a decisão parece tomada. Ou não. Agora a metro diz que é a Câmara que decide. Rui Rio prefere enterrado. Que confusão. O período de consulta pública acaba hoje, todas as sugestões são bem-vindas.

Paulo Pinho, que sustentava o plano original da segunda fase do metro, com uma linha circular bem desenhada, a passagem na Avenida da Boavista, etc., voltou à carga na defesa da sua bela-dama:

paulopinho

(proposta anterior, de Paulo Pinho)

Estou com ele nesta demanda.

* No prolongamento para sul do metro já ninguém rebate a construção de uma avenida paralela ao metro antes da sua chegada a Vila d’Este. Nem se criam comissões de acompanhamento.

*Novidades para este, na Linha de Gondomar 1.

* Noutra frente (norte), ainda não se verificaram mudanças de tempo de viagem entre a Póvoa e o Porto, mesmo depois da chegada dos tram-train rapidíssimos e mesmo depois dos novos horários. Agora fala-se de deficiências na sinalização, e um passarinho segredou-me ‘deficiências na rede elétrica’. Cá pela Póvoa e Vila continuamos à espera. Por razões de juventude dos veículos ou das tais falhas na rede elétrica, os tram-trains andam mal. Melhorias, para já, apenas no conforto e no aumento dos lugares disponíveis, o que se aplica a toda a rede, já que os veículos antigos que circulavam para a Póvoa são agora utilizados nas outras linhas, o que aumenta a capacidade instalada.

* Para terminar, uma notícia que me parece consensualmente positiva. O andante passa a poder acumular viagens de distâncias diferentes (Z2+Z6, por exemplo). Fica a faltar a introdução de viagens Z1 para o sistema tarifário do Grande Porto ir ao sítio.